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MCR (LLLLL)

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site oficial dos MCR,
petição a favor dos MCR,
ai faive : D




  Estava resguardado na
escuridão de meu quarto. Por vezes ela é minha melhor amiga. Não fala, mas
ouve. E ao contrário de todos os que me rodeiam, não me crítica por tudo o que
faço. Simplesmente limita-se a acolher-me e a escutar-me.



  Chamo-me Jonathan Davis e tenho 15 anos. Não sou aquele miúdo
cool que toda a gente quer conhecer. Sou uma mancha na vida de muitas pessoas.
Descrevem-me como aberração. Se calhar mereço isso, não sei. A minha vida é uma
merda, mas, se cometesse suícidio, tenho a certeza de que ninguém iria dar por
minha falta. Ou nem se atreveriam a pôr as suas mãos imundas sobre o meu
corpo pálido e feio. Odeio-me.



   Um feixe de luz invadiu o meu quarto, diante da porta. Alargou-se
até aparecer uma figura sinuosa sobre ela. A minha madrasta, Hannah Lewis.
Posso garantir que ela não é a melhor pessoa do Mundo. 



   Ela entrou, sem pedir autorização e logo começou a
achincalhar-me.



- Nossa! Sempre fechado nesse quarto. Você fica parecendo um monstro se
escondendo do Mundo lá fora. Ou será que você é mesmo? - falou sem hesitação ou
vergonha, me fazendo sentir um traste.



- O que você quer? - perguntei, exaltado.



   Ela foi-se aproximando de mim. Ao ouvir o eco abafado do bater dos
seus passos no soalho, me encolhi. Eu nunca deveria ter respondido daquela
forma. Burrice minha!



- Levanta-te. - ela ordenou. 



Eu obedeci. Já sabia o que me esperava.



- Você sabe que não pode responder assim para mim, não sabe, docinho? -
questionou-me, mas decerto não esperava uma resposta da minha parte. - Você
sabe o que lhe vai acontecer se você repetir a mesma proeza? - encarou-me,
sorrindo maliciosamente.



   Olhei para ela, e, pouco depois, comecei a sentir um ardor em meu
estômago. Nem reparei no movimento. Foi tão brusco. Senti depois a dor. Contorci-m,
queixoso e ela ficou apenas rindo da minha figura. Logo, puxou meus
cabelos, e, novamente me pontapeou, empurrando-me contra a cama. Quem disse que
os rapazes não choram? Enganam-se. Comecei a chorar que nem um bebé.



   Quando ela ia sair do meu quarto, ela virou-se para mim de novo,
mas já não temia mais nada da parte dela.



- Ah, antes que me esqueça... Veja lá se ainda vai dar as boas-vindas ao
nosso novo vizinho. Sê simpático! E veja se começa a cuidar de sua aparência.
Você vai assustá-lo! 



   Saiu logo após o seu discurso nada simpático e, me deixou ali,
contorcido em dores. Mas o mais duro de suportar, não são
as dores físicas. São as dores emocionais.







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