last_goodbye
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Capitulo 18 em 19/01/2009
Link permanent for this image ola ^^ como a Magui pediu... xD talvez poste d novo LOL na monta: Angie & Angel beijinhos < 3
Capitulo 18 - Onde é que tens a cabeça, Mick? – perguntou Angel, furioso, quando Mick regressou a Whispermyst. - Não faço ideia daquilo a que te referes – limitou-se a responder. - Oh, eu acho que tu sabes muito bem daquilo que estou a falar… - Angel, importaste de parar com isso? Pensas que eu não reparei nos teus olhares e da outra miúda? – acusou Mick. Angel ficou um pouco atrapalhado, mas disfarçou. - Isso é completamente diferente! – disse. - Diferente porquê? Porque ela foi feita para nos destruir? – continuou Mick, erguendo uma sobrancelha. - Ela sabe aquilo com que está a lidar. Ela sabe onde se está a meter. Além disso, nós não temos nada! Nós nem nos conhecemos! – defendeu-se Angel. - Pois… Claro… - disse Mick, virando-lhe costas. – A propósito, eu só a salvei. Nada mais. Não ia deixar que a matassem – disse, afastando-se de seguida. - Que é que eu vou fazer…? – interrogou-se Angel, suspirando. - Que é que tu estás aqui a fazer? – perguntou Angie, furiosa, ao avistar Angel, que estava sentado junto a um lago, num jardim de Silvermoon. Ele levantou-se. - Estou a apreciar as vistas – limitou-se ele a responder. De seguida virou-se para ficar de frente para Angie. Esta, congelou e já não conseguiu articular nenhuma palavra decente. Não conseguia se quer falar. Baixou o olhar. - Não devias estar aqui… - murmurou. - Eu sei – disse ele, suspirando. - Então, que fazes aqui? – perguntou ela, virando-se de costas. Era mais fácil para ela ficar furiosa com ele se não tivesse de olhar para os seus olhos. - Vim dar uma volta. Estava cansado de me meter com vampiros – disse ele, encolhendo os ombros. Angie riu-se. - Como tal, vens meter-te com dhampirs – gozou ela. - Exacto – disse ele, sorrindo. - Não tentes aproximar-te de nenhum humano! Se não, és um monstro morto! – ameaçou ela, ainda de costas para ele. - Oh, vá lá… Tu sabes que eu sei que tu não acreditas nas tuas palavras… Tu sabes que sei que tu sabes que eu não sou nenhum monstro. - Ai não? – perguntou ela, num tom sarcástico. Ele suspirou. - De qualquer forma, eu já estou morto. Esqueces-te desse pormenor – disse ele, suspirando novamente, tentando ignorar que as palavras de Angie o tinham magoado. - Então, vai-te embora! Tu não pertences aqui! Eu não estou sozinha! – continuou ela, ainda furiosa. - E tu? Tu pertences aqui? - Eu… Eu sou meia humana! - E eu também já fui humano. - É diferente! Eu não tenho culpa que a minha mãe se tenha envolvido com um vampiro! – disse ela, com amargura na voz. - Ah, claro, e eu tenho culpa de ter sido mordido, ter perdido a alma, ter sido obrigado a matar a minha família devido ao monstro em que me tornei, depois recuperar a minha alma e viver o resto da minha eternidade com remorsos. Claro. Obrigada pela informação. Eu já sabia que era culpado. Só nunca pensei que fosse assim tanto – disse ele, num tom irónico, para esconder o quanto aquilo lhe doía. - Eu não queria… - começou ela, tentando desculpar-se. - Oh, eu acho que tu querias… - disse ele, sentando-se novamente junto ao lago. - Vai-te embora. Apenas isso. Vai para onde pertences – pediu ela. - Angie, eu já pertenci aqui. - Como… Como é que sabes o meu nome? – perguntou ela, confusa. Ele riu-se. - Tenho boa audição. Poder de vampiros – respondeu ele, apontando para as orelhas. Ela não conseguiu evitar rir-se. - Agora, já não pertences aqui… Vai-te embora, por favor. Eu não quero matar-te – disse ela, quase implorando para que ele fosse embora. Ele suspirou. - Angie, se os vampiros não deviam existir, os dhampirs muito menos. E, no entanto, existem. Não podemos simplesmente viver em paz? – perguntou ele, aproximando-se dela, que continuava de costas voltadas para ele. - Sabes tão bem quanto eu que isso é impossível. E, se não fossem os vampiros, os dhampirs também não existiam! Por isso, a culpa é toda vossa! – disse ela, furiosa. - Angie… Eu não sou culpado disso… Eu nunca transformei ninguém… Nem nunca me envolvi com nenhuma humana – disse ele, tocando-lhe no ombro. - Então, esta não vai ser a primeira vez – disse ela, suspirando. - Porque não? – perguntou ele, virando-a para si. - Porque… Porque nós somos muito diferentes… - Isso não é motivo. Os opostos atraem-se. - Eu não lhes posso fazer isso… - Tu tens direito a viver a tua vida. Elas têm direito a viver a vida delas. - Eu não te amo! – gritou ela, frustrada. Ele ficou surpreso e largou-a. - Sendo assim, farei os possíveis para que não nos voltemos a encontrar – disse ele, virando costas. Ela abriu a boca. Não era bem aquilo que ela queria dizer… Mas ele já estava a uma certa distância dela. Já estava demasiado longe. Ela já não o conseguiria apanhar. De repente, ele desapareceu simplesmente. Angie deixou-se cair no chão, a chorar.
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