Olaa (:
A Magui pediu pra postar xD
E como ela ontem postou tanto *-* eu hj posto pra ela (:
Post dedicado a todos qe qerem tanto ler a fic xD
Em especial para a Magui que convocou a revolução xD
E pra Caty, pq este cap e todo dela ^^
Na monta e o Mick i a Beth.
Beijinhos *-*
Capitulo 17“Saving You Again”
Depois de sair do Moonlight, Beth resolveu ir dar uma volta a uma floresta a que ela costumava ir sempre que precisava de pensar, ou simplesmente porque queria estar sozinha. Era o seu lugar especial, e dava-lhe paz interior. Quando chegou, sentou-se perto de um lago e começou a brincar com a água. De seguida, pegou no telemóvel, para falar com Melody.
- Melody? – disse, quando a chamada foi atendida.
- Olá, Beth – respondeu Melody, do outro lado da linha.
- Sentes-te melhor?
- Um pouco, mas ainda estou fraca. Não percebo é porque razão… Eu até passei bem a noite… - disse, suspirando.
- Bem, se calhar, estás a ficar doente…
- Não acredito muito nisso. Se estivesse a ficar doente, estava pior. Mas não, eu sinto-me melhor… Talvez esteja só a ficar louca – disse Melody, rindo-se. Beth sorriu.
- Não, não estás a ficar louca. Olha, a Faith faz anos hoje, sabias?
- Não! Porque é que ninguém me diz nada? Eu sou nova na cidade, não sei estas coisas…
- Pois, por isso é que te estou a avisar – disse Beth, rindo-se. – Ela pensa que nos esquecemos do seu aniversário, mas estamos apenas a preparar uma surpresa. Se estiveres melhor, logo à noite aparece no Moonlight. Vamos fazer uma festa.
- Nem que me fosse a arrastar! Não perdia isso por nada!
- Acho muito bem – disse Beth, rindo-se. – Bem, as melhoras então. Até logo.
- Até logo – despediu-se Melody. Beth desligou a chamada e guardou o telemóvel. Suspirou.
- Quem és tu…? Porque é que me salvaste e nem esperaste que eu te agradecesse? E porque é que ontem, da mesma forma que apareceste, também desapareceste? – perguntou Beth, sabendo que não iria obter nenhuma resposta. Estava a falar sozinha. Sozinha! No meio de uma floresta, longe de tudo… Suspirou mais uma vez. Talvez ela é que estivesse a ficar louca… Seria possível? Sem qualquer duvida…
Ficou por lá durante alguns minutos, a brincar com a água do lago, a observar os pequenos animais existentes na floresta. Suspirou mais uma vez. Por mais que tentasse distrair-se, não conseguia. Só conseguia pensar numa única coisa: no rapaz que a salvou e que ela não conhecia de nenhum lugar. No rapaz que a salvou e nem esperou uma palavra de agradecimento. Suspirou novamente. De que adiantava pensar nele? Só conseguia ficar mais frustrada por não perceber quem ele era… Alguns momentos depois, levantou-se e decidiu ir às compras. Estava a precisar de se animar, e nada melhor do que ir às compras.
Caminhou novamente pela floresta, desta vez para regressar à “civilização”, como Riley (a única que sabia das suas “escapadelas”) costumava dizer. Dirigiu-se a uma rua cheia de lojas, e entrou numa loja de roupa que costumava frequentar. Viu imensas roupas, e viu as novas colecções. Escolheu alguns pares de calças, saias, tops e camisolas e foi para um vestiário para experimentar.
Depois de experimentar toda a roupa diversas vezes, decidiu comprar um top azul claro, de alças, com uns efeitos tipo água do mar, e uma mini-saia. Contudo, quando ia pagar, apercebeu-se de que, consigo, apenas trazia alguns cartões de crédito. Mas aquela loja não aceitava cartões. Que raio de loja não aceita cartões? Beth suspirou e decidiu ir levantar dinheiro. Não ia perder tempo para nada.
Pediu para guardar as peças, e dirigiu-se à saída, para ir ao banco. Entrou no banco, pois as caixas de multibanco não estavam a funcionar e, alguns minutos depois, algo aconteceu. Foi tudo tão rápido que Beth mal teve tempo de se aperceber daquilo que estava a acontecer. Entraram no banco dois homens encapuzados, e um deles pegou em Beth, apontando-lhe uma arma à cabeça, exigindo todo o dinheiro, em troca da vida de Beth. Tudo se tornou uma enorme confusão e Beth sentia tanto medo que apenas conseguia tremer. Por todos os lados, pessoas choravam e gritavam. Imploravam pelas suas vidas e pela vida daquela rapariga que estava feita refém. Toda a gente depositou tudo o que tinha num saco que circulava por eles. No final, quando os assaltantes recolheram tudo, fugiram, levando Beth consigo. Queriam ter uma garantia de que nada de mal lhes acontecia.
Quando saíram para a rua movimentada, as pessoas começaram a gritar, ao ver aqueles homens com as armas. Beth continuava sem sequer conseguir gritar. Apenas conseguia tremer… Ela olhava para todos os lados, suplicando por ajuda com o olhar. Tentando falar com o olhar, já que o som da sua voz se recusava a sair pela boca. Tentava gritar, mas era completamente impossível. De repente, no meio da multidão assustada, surgiu um rosto calmo e sereno. Um rosto que ela conhecia. Contudo, quando os seus olhares se cruzaram, o rosto daquele rapaz deixou de estar calmo e sereno e passou a horror.
- Beth! – gritou ele. Correu para ela. Contudo, já os assaltantes lhe apontavam uma arma também a ele.
- Calma, herói. Mantém-te quietinho aí, e nada de mal lhe vai acontecer. Talvez vos poupe aos dois. Se bem que estou a considerar leva-la para minha colação – disse um dos assaltantes, rindo-se. Para o rapaz, isso foi a gota de água. Ele sorriu e, simplesmente, evaporou-se no ar, para de seguida aparecer por de trás do assaltante. Deu-lhe uma pancada na nuca, e ele caiu inerte no chão. De seguida, fez o mesmo com o assaltante que apontava a arma a Beth, e aos outros dois que os acompanhavam. A multidão estava tão em pânico que nem se apercebeu do que tinha acontecido. Continuavam a gritar, mas desta vez aclamavam-no como um herói. Como o herói que salvou a rapariga feita refém.
-Estás bem? – perguntou, aproximando-se de Beth, que continuava a tremer. Assim que ele se aproximou, ela abraçou-o e começou a chorar. – Está tudo bem. Eles já não te podem fazer nada – garantiu, tentando acalmá-la. Mas era um esforço inútil. Beth estava cada vez mais nervosa, e a multidão não ajudava. Pegou Beth ao colo, e pegou no saco dos assaltantes. Entregou-o a um rapaz. – Devolve isto às pessoas que foram roubadas, e espera aqui pela polícia – disse, entregando-lhe o saco com os valores roubados. O rapaz assentiu com a cabeça, e quando elevou o rosto para falar com o desconhecido, ele já tinha desaparecido.
- É a segunda vez que me salvas – disse Beth, algum tempo mais tarde, depois de se acalmar. Estava de volta à “sua” floresta, e desta vez o rapaz não tinha desaparecido. Estava lá, do seu lado. Ele encolheu os ombros.
- Acho que tenho queda para donzelas em apuros – disse ele, rindo-se. Ela sorriu.
- Tu sabes o meu nome… E eu nem vou perguntar como. Mas eu ainda não sei o teu…
- Mick. Mick St. John – respondeu ele, sorrindo. De repente, levantou-se. – Desculpa, tenho de ir. Acho que isto é teu – disse, entregando-lhe um saco. Beth abriu o saco e viu lá dentro a mini-saia e o top que queria comprar. Mas como…? Levantou o rosto para lhe agradecer. Contudo, ele já tinha desaparecido.