“Dança para mim”, pedias tu...
E então eu gargalhava,
Desfazia as minhas tranças,
E o longo cabelo soltava...
Ensaiava passo a passo
No meu corpo de menina,
Sem te perder no meu espaço
Num sentir de bailarina...
Entregava-te sorrisos,
Rodopiava depois...
Pensava nada existir,
Para além de nós os dois...
E por fim quando cansada,
Me detinha nos meus passos,
Sabia contar depois,
Com o conforto dos teus braços!
Saudades, das minhas danças,
De quando era pequenina,
Quando dizias sorrindo:
“Meu Deus, como estás linda!”
Igara
bom domigo


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