ateeu
|
Victor de Sousa em 07/06/2010
Link permanent for this image
A lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo género entra hoje em vigor. Gostei desta pequena entrevista dada pelo nosso melhor diseur (?) Entrevista a Vítor de Sousa, actor Este dia, em que entra em vigor o casamento entre pessoas do mesmo sexo, é importante para si? Confesso que me é indiferente. Não vou pôr os banhos a correr, como se costuma dizer, nem estou a pensar fazê-lo. Não pensa casar-se? Não. E espero que com isto a palavra gay não se torne num sinónimo de circo nem de fogueira de vaidades. Tenho medo que isto ponha em risco a opinião saudável que algumas pessoas já têm desta opção de vida. Mas que tipo de circo fala? Por exemplo, não me apetece nada ver o senhor presidente da câmara António Costa querer casar pessoas do mesmo sexo nas próximas noivas de Santo António. Acho que se pode vir a assistir a um folclore que não é necessário e isso repudio, apesar de a palavra ser muito forte. Mas acha que isso tem vindo a acontecer? Sim. Quando a lei foi aprovada no Parlamento e quando o senhor Presidente da República aprovou o diploma. Que vantagens então traz esta lei aos casais e à sociedade em geral? É importante em termos legais. Ou seja, para as pessoas poderem usufruir dos direitos de que qualquer casal heterossexual usufrui. Por exemplo, a nível das heranças, dos bens que possam ser deixados em morte de um dos cônjuges. Assim as coisas ficam bem clarificadas. Acha que Portugal evoluiu nesse sentido? Claro que sim. Mas não deixamos de assistir á Igreja Católica a quase castigar ou penalizar Cavaco Silva por não ter vetado a lei, dizendo que não o apoiariam numa eventual recandidatura. Ainda existe resistência por parte da sociedade civil? Eu acho sinceramente que Portugal evoluiu e acho que a sociedade ainda vai surpreender- -nos nesse sentido. As pessoas já não são tão "caretas" quanto isso. Já aceitam a homossexualidade como uma opção de vida, desde que, lá está, não haja o tal exibicionismo. Já sentiu na pele algum preconceito? Por acaso desde que falei nesse lado da minha vida que me tenho sentido acarinhado por todos na mesma. Nada mudou. Não tive a mínima beliscadura desde essa minha revelação. Até agora não me arrependo de nada do que fiz nesse sentido. Que conselho dá aos jovens de agora que tenham essa opção? Aconselho os jovens a assumirem-se, a irem em frente, a não terem medo. Mesmo em relação aos familiares e amigos, há um tempo para tudo e para os ir conquistando e ganhando respeito e não animosidade como muitas vezes se pensa.
|
ateeu
|