___poemas___
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em 22/02/2010
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O meu corpo libertou a minha alma. Ela anda por ai a deriva, a espera que o relógio da vida volte a funcionar, e ponha de novo o mundo em movimento. E preencha todo a vazio deste espaço, deste lugar. O meu olhar procura por algo, algo que reflicta a clareza dos meus pensamentos, mas nesse momento cai uma lágrima e tudo fica desfocado. Ela morre nos meus lábios, o seu sabor é salgado e é fria como a água do mar. Salgada e fria como toda aquela imensidão de mar. Talvez seja o sinal do que eu procurava , do tal “algo”. Algo tão imenso, algo que esfriou, mas que pode voltar a aquecer. Hoje não consegui sentir o sol, mesmo com ele a brilhar. O vento forte tentou arrastar-me, mas eu fui mais forte e lutei contra ele, dei um passo em frente. Agora todos os pensamentos surgem como memorias, como um livro de memórias. Abro os meus olhos, vejo o Arco-íris , ao qual a chuva e o sol deram origem. Sinto-me leve , sinto-me livre , sinto-me com força para começar de novo. Agora vou em busca de alguém, de alguém ao qual eu disse um dia :
“Desistiria da vida só para te tocar “ |
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