Carlos_Bonap
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de novo só em 06/07/2010
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O dia corre... e sinto-me tão só, como há muito tempo atrás...
Não tenho ninguém que me escute, que se disponha a entender os meus medos, parvos, talvez... mas que fazem o seu sentido... Sentido de quem tem medo de ver um amor morrer na praia, sentido de quem sente saudades, e passa horas e horas sem notícias, da pessoa que tanto gosta... Magoado por uma espera que está quase quase a findar, mas que nunca mais finda, de facto... Ninguém entende o que é estar deste lado da barricada, vivendo constantemente entre o convívio próximo e a ausência... Entre o passar 4, 5 horas ao telefone, rindo, chorando, confortando... e depois passar 9 ou 10 horas praticamente sem notícias daquela mesma pessoa... Ninguém entende o que é ver os dias a passar e nada mudar... Ninguém entende que tenho medos, que também sou gente, mais uma vez ninguém entende que também sou gente... Hoje... que precisava tanto falar... não tenho ninguém. Ninguém... Hoje, que tanto precisava quem me compreendesse, que me ouvisse sem me repreender... ao menos que me aconselhasse mas não me repreendesse... Mas não. Não tenho, ninguém... Prestes a farturar a pessoa de quem tanto gosto com os meus medos, quando ela me explanou os seus e eu sempre soube que ela nunca me perderia... e hoje, pela primeira vez, vi impacientar-se assério comigo... Eu sei que sou uma presença incómoda na vida das pessoas. Mas deus, que existe e é tão bom, não deixa matar-me... Claro que tudo isto é ironia. Acredito tanto em deus como nas galinhas que põem ovos de ouro ou gatos que falam com nuvens e cães que rugem para peixes voadores e aves de rapina que batem as asas mergulhadas no mar morto... Enfim... É assim mesma, a vida... |
Carlos_Bonap
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